

intercom nacional 2020
Uso das Mídias Sociais como prática de pesquisa durante a crise do COVID-19
Resumo: A pandemia do COVID-19 criou uma crise de saúde pública mundial e foi marcada pelo chamado isolamento social, que promoveu rápidas transformações nos formatos de negócios e práticas da vida social. Nesse contexto, muitas estratégias de pesquisas tradicionais que exigiam o contato pessoal, como entrevistas e grupos de foco, tiveram que ser revistas, principalmente no campo das Ciências Sociais. Deste modo, o presente artigo visa propor uma reflexão a partir da experiência com o uso das mídias sociais como ferramenta de coleta de dados no estudo “Mapeamento do Ecossistema XR no Brasil”, entendendo que esse relato pode contribuir para o desenvolvimento de metodologias específicas que explorem as mídias sociais nas práticas acadêmicas de pesquisa.
intercom nacional 2024
A utilização da Mídia Social como estratégia de engajamento no I Simpósio Internacional de Direção de Arte Audiovisual (SIDART)
Resumo: Por conta da pandemia da COVID-19, muitos eventos, inclusive os acadêmicos, tiveram que se adaptar ao uso das redes sociais. Este estudo pretende mostrar como as estratégias de comunicação digital contribuem para a promoção, divulgação e engajamento nesses novos espaços virtuais. Como estudo de caso trouxemos o SIDART que aconteceu em 2022 de forma híbrida. Como profissional que atuou gerenciando as redes sociais do evento e como pesquisadora da mesma área, proponho uma reflexão de como as mídias sociais podem ser uma ferramenta de coleta de dados. Utilizaremos alguns dados obtidos por relatórios para complementar a análise.
intercom norte 2025
Como um aplicativo de troca e doação desenvolvido por estudantes do ensino superior auxilia a comunidade acadêmica. Um estudo de caso do aplicativo Ânima Social.
Resumo: O projeto Ânima Social integra os projetos de extensão ligados ao Ânima HUB pertencente ao Centro Universitário IBMR. A squad Ânima Social conta com a participação de 40 alunos de diversas graduações. O projeto visa desenvolver um aplicativo social com o objetivo de ajudar estudantes bolsistas da própria instituição. Por fim, acreditamos que essa iniciativa, além de conscientizar sobre a reutilização de materiais propondo a conscientização da sustentabilidade, promove e reforça o comprometimento de uma comunidade acadêmica disposta a ajudar uns aos outros. A importância e o impacto social do nosso projeto na trajetória acadêmica desse estudante.
copene nacional 2024
Momentos Plurais, Diversidade e Inclusão em Instituição Privada de Ensino Superior, um estudo de caso: a palestra Representatividades Negra nas Artes, na Música e nos Livros
Resumo: O presente resumo trata-se de um estudo de caso sobre o evento Momentos Plurais, ocorrido em abril de 2023 no campus Barra do Centro Universitário IBMR, no Rio de Janeiro. O Ânima Plurais é um programa do Ecossistema Ânima de Educação e promove e fomenta atividades e projetos voltados para Diversidade e Inclusão e Equidade, sendo uma de suas principais áreas de atuação a discussão de raça e gênero e suas intersecções. O Momentos Plurais é uma iniciativa idealizada pela docente Plurais do Centro Universitário IBMR, Anna Léa Silva Barreto. A proposta resgatar e promover diversidade. O nosso foco principal para o desenvolvimento do estudo de caso é a palestra Representatividades Negra nas Artes, na Música e nos Livros que aconteceu no dia de abril de 2023. A palestra contou com três convidadas, entre elas: Clara Paulino – Presidente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro abordando o tema no contexto das Artes, Elizete Higino – Ex-Chefe da Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Fundação Biblioteca Nacional abordando o tema no contexto da Música e Natália Alexandre Gerente de Marketing das Editoras Sextante e Arqueiro abordando o tema no contexto das Editoras e com a mediação da professora do curso de Comunicação e Artes da instituição Beatriz Costa. Nessa roda de conversa que abrimos para os alunos dos três campi Barra da Tijuca, Catete e Botafogo se inscreverem e participarem, dialogamos como é a percepção cultural sobre a representatividade negra em cada contexto ressaltado na palestra. THOMPSON (1998) relata o quanto é importante a produção e a disseminação de conteúdos simbólicos. Tanto a arte, quanto a música e as editoras são uma forma de disseminação da cultura que nos mostra reflexões sobre tais conteúdos simbólicos e que nos facilita visualizar momentos históricos e a preservação da memória para amplitude do resgate e do conhecimento para o complemento do ensino. LARAIA (1986) a cultura na visão moderna são sistemas de padrões de comportamento socialmente transmitido, esse modo de vida permite visualizar organizações econômicas, agrupamentos sociais, crenças entre outros. O nosso objetivo é mostrar o resultado da palestra como estudo de caso abordando os diálogos, as conversas que tivemos ao longo desse momento, ressaltando o poder desse conteúdo. Foram 117 estudantes inscritos, oriundos de cursos das diferentes áreas do conhecimento como Biomedicina, Publicidade e Propaganda, Direito, Pedagogia, Engenharia de Produção, dentre outros e a análise de reação do público pontuou o evento com média de 4,67, em uma escala de 0 a 5. Essa proposta pode ser um exemplo de tantas outras ações que podemos implementar e estudar de diversas formas para salientar a importância da inclusão desse conteúdo dentro do ambiente acadêmico para a disseminação do conhecimento enfatizando as ações afirmativas em prol da cultura e da representatividade negra.
copene sudeste 2025
A importância da narrativa e do design editorial na construção do livro Fayola e Dayo: Negritude enquanto Potência
Resumo: O Produto Técnico e Processo Educacional (PTPE) Fayola e Dayo: Negritude enquanto Potência é um livro infantojuvenil, resultado do mestrado profissional no Programa de Pós-Graduação em Ensino, Linguagem e Sociedade da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus VI. A obra é fruto do trabalho intitulado Impactos Psicológicos do Racismo na Infância e Práticas Antirracistas nas Escolas Municipais de Guanambi/BA.
O livro foi concebido a partir de uma inquietação profunda: “A gente precisa conectar as crianças com a negritude enquanto potência, não enquanto tragédia” (EMICIDA, 2020, Roda Viva), e dialoga com os discursos de Pinheiros (2023), que ressalta a importância de validarmos nas crianças naquilo que elas realmente são. O livro caminha pelas trilhas da valorização da ancestralidade, narrando os feitos dos nossos povos nas artes, nos esportes e na vida acadêmica.
A criação do livro consistiu na definição do formato e, em seguida, na escolha da tipografia adequada ao público infantojuvenil. Posteriormente, dialogou sobre as ilustrações, produzidas pelo artista Lucas Cerí. Logo após, desenvolveu-se o projeto gráfico. Foram definidas a paleta cromática, o grid, as margens, a padronagem entre outros itens.
Segundo Haslam (2007), o livro constitui uma das mais antigas formas de documentação da humanidade, sendo um importante instrumento de registro de ideias, crenças e histórias de diferentes povos. Nesse sentido, Fayola e Dayo representa não apenas um material didático, mas um legado cultural e político.
O livro encontra-se finalizado, registrado no ISBN e disponível para acesso público por meio do Saber Aberto, o Repositório Institucional da Universidade do Estado da Bahia. A obra está acessível a todas as pessoas interessadas em promover práticas antirracistas desde a infância e fortalecer o pertencimento étnico-racial por meio da literatura.
copene nacional 2026
O podcast como ferramenta de inclusão educacional. Um estudo de caso da terceira temporada do Integra Podcast em homenagem a autora Conceição Evaristo.
Resumo: O Integra Podcast, fez parte do projeto de extensão Integra Biblio (2022-2025) vinculado ao Ânima HUB que pertence ao Centro Universitário IBMR. Na terceira temporada foram gravados 3 episódios, evocamos a literatura negra em homenagem à “escrevivência” da escritora Conceição Evaristo. A proposta é conversar e dialogar sobre a construção dos personagens e suas narrativas por meio de 3 livros selecionados pelas próprias convidadas. Nossas convidadas, todas mulheres, escolheram os livros: Canção para Ninar Menino Grande, Macabéa e Olhos d’ Água. Nosso objetivo, enquanto projeto, era democratizar a leitura entre os estudantes universitários de forma didática e inclusiva.Utilizamos a metodologia de pesquisa qualitativa para coleta de dados e produção de conteúdo, além de utilizar o método empírico e exploratório para análise dos personagens que compõem as narrativas dentro da literatura e o levantamento do referencial bibliográfico.Segundo a Associação Brasileira de Podcasters (ABPod), entre os anos de 2024/2025, o número de consumo de podcasts no Brasil teve um crescimento, a pesquisa realizada entre os meses de julho e agosto de 2024, demonstrou que aproximadamente 31,94 milhões de ouvintes de podcasts nacionalmente. Aprofundamos um pouco mais, percebemos que houve um aumento significativo no consumo de videocasts que representam 40,96% da produção total.De acordo com os autores Coradini; Borges e Dutra (2020) o podcast como ferramenta de reprodução de conteúdo é uma técnica simples para ser utilizada em contextos educacionais proporcionando uma experiência aos estudantes quando eles propõem o conteúdo e gravam e editam esse material e divulgam na internet.Após algumas orientações com os estudantes do projeto, entendemos que reforçar o conteúdo por meio de podcast, que em alguns episódios também foram gravados os vídeos para além do áudio, tornando-se um videocast, é uma ferramenta importante para atrair os estudantes para criar uma comunidade de leitores. Acreditamos no poder do podcast enquanto ferramenta educacional inclusiva proporcionando reconhecimento no campo estudantil por meio da produção dos próprios estudantes. Portanto, criar conteúdo sobre livros e educação são capazes de gerar profundas reflexões e grandes mudanças até mesmo quebra de paradigma.